JÚLIO LOPES RECONHECE QUE O ESTADO ATRAVESSA UMA SÉRIE DE PROBLEMAS NO SETORleia aqui
Uma vistoria realizada, nesta quinta-feira, nos trens da SuperVia pelo deputado Alessandro Molon (PT) e por diretores do Sindicato dos Ferroviários acendeu o sinal vermelho para as composições da empresa. A inspeção apontou problemas como superlotação e irregularidade na partida dos trens.
Por causa disso, o deputado decidiu que vai mesmo protocolar o pedido de abertura de uma CPI do Sistema Metroferroviário. O pedido será feito na próxima semana, com o fim do período de recesso na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Molon já havia realizado inspeção semelhante no metrô e decidiu fazer o mesmo com os trens.
— Os principais problemas constatados foram superlotação, desconforto, irregularidade na partida dos trens, insegurança e ineficiência — disse o deputado.
A vistoria foi iniciada no início da noite, numa composição do ramal Japeri, na Central do Brasil, e seguiu até a estação de Cascadura. No trajeto, Molon disse que recebeu muitas queixas.
— As condições estão muito precárias, o que reforça a necessidade de uma CPI do Sistema Metroferroviário — afirmou o deputado.
Pedido de CPI
Segundo Molon, a CPI terá três frentes de trabalho. Uma para investigar os problemas referentes ao metrô, outra para apurar as queixas relacionadas à SuperVia e outra para analisar a atuação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Rio (Agetransp). O órgão é responsável por fiscalizar o metrô e os trens.
A SuperVia foi procurada, mas preferiu não se manifestar sobre o assunto.
O escritório de advocacia que tem como sócia a mulher do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo Cabral, defende a empresa Service Clean, do grupo Facility, em 28 processos trabalhistas. A Service Clean é um dos principais fornecedores de serviços administrativos, limpeza, dedetização e distribuição de alimentos do governo do Estado. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.Segundo o deputado estadual Alessandro Molon (PT), que deseja criar uma CPI na Assembleia Legislativa, o grupo Facility faturou mais de R$ 1,2 bilhão com terceirizações da administração estadual nos últimos seis anos. "Quando levantei dados da empresa no governo Rosinha (2003-06), a concentração de contratos já me parecia suspeita. A concentração aumentou no governo Cabral", afirmou. "Isso precisa ser apurado."
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