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sexta-feira, 26 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Fotógrafo japonês agredido por policial desmente Globo News
As manifestações do dia 22, durante a
chegada do papa ao Rio de Janeiro, foram recheadas de absurdos. Vários
P2 (policiais infiltrados) estimulando a violência, ninjas presos por
transmitirem os atos ao vivo, além dos canhões de água, balas de
borracha e bombas de gás lacrimogênio já habituais instrumentos de “paz”
da polícia carioca.
A Rede Globo, como também não poderia
faltar, deu a sua “contribuição” através do noticiário do seu canal
fechado de notícias, a Globo News. O jornalismo global cravou que um
jornalista da agência France-Presse, Yasuyoshi Chiba, teria sido
atingido por um coquetel molotov (veja o vídeo AQUI).
Entretanto, Chiba desmentiu a Globo News em matéria divulgada pelo site da AFP.
O fotógrafo afirmou que foi agredido quando tentava registrar a prisão
de um manifestante por policiais militares. Mesmo levantando as mãos e
mostrando a câmera para ser identificado como fotógrafo, Chiba foi
atingido por um golpe de cassetete desferido por um policial militar.
“Vi um manifestante cair no chão. Os
policiais o agarraram e o levaram. Fotografava a cena quando fui
bruscamente empurrado por outros policiais. Então levantei os braços com
minha câmera para mostrar que era fotógrafo e que tinha intenções
pacíficas, mas um policial de uniforme e escudo me acertou a cabeça com o
cassetete”, revelou o fotógrafo.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Cadê você, Sergio Cabral???
A Gabriela é minha Filha, o que me enche de orgulho. Ela estava num bar
na Lapa e viu a polícia do governador agredir, sem motivo para fazê-lo,
jovens nos bares.
Pois é, Serginho! Até hoje não falei de você em respeito ao seu pai, Sérgio Cabral, e a sua mãe, Magali a quem muito prezo.
Contudo, você deixou que a sua polícia jogasse bombas na minha filha e
nos seus amigos, quando estavam se divertindo num bar da Lapa. Um
daqueles bares que o seu filho, que foi colega dela no Santo Ignácio,
também frequenta.
Por que, Serginho? Você pensa que eles são
vagabundos? Não, Serginho! Vagabundo é você, que nunca trabalhou na
vida! Você teve um cargo comissionado no gabinete do seu Pai por oito
anos e nunca apareceu na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, nem para
assinar o ponto. Lembra disso? Todos os funcionários da Câmara lembram.
Mas, esse é o seu modo democrático de ser. Assim que assumiu a
presidência da Assembléia Legislativa, o seu primeiro ato foi iniciar
uma perseguição aos funcionários, dizendo que não admitiria funcionários
fantasmas. Que coisa feia, fantasmão!
ENGRAÇADINHO
Quis bancar o engraçadinho com o Governador Marcello Alencar e ele
ameaçou revelar a origem de suas propriedades em Mangaratiba e Angra dos
Reis e você mudou de assunto.
Apareceu bêbado numa entrevista
ao vivo, no sambódromo, falando da futura presidente Dilma e, logo
depois instituiu as blitzen da Lei Seca. Pergunto-me: Será que é mais
perigoso dirigir bêbado um carro ou um Estado, mesmo a partir de um
restaurante em Paris, com guardanapo na cabeça?
Nós sabemos que
você ficou rico. Também sabemos que você não justificaria sua fortuna
num País sério, mas quebra um galho quando mandar os seus macacos darem
porrada nos colegas do seu filho. Fique em casa para a gente poder lhe
encontrar, em vez de se esconder debaixo da saia da Dilma.
Afinal, faz quatro dias que você não vai pra casa, seus vizinhos estão sentindo a sua falta.”
http://heliofernandes.com.br/ ?p=70385
terça-feira, 23 de julho de 2013
Cabral baixa decreto "Ditatorial" !
CARTA CAPITAL : A ânsia de Sergio Cabral (PMDB) de fazer seu sucessor no
governo do Estado e contemplar aquela parte da população que aplaude o
Bope quando este metralha traficantes no Complexo do Alemão está levando
o Rio de Janeiro para um caminho perigoso. Atos e declarações recentes
de Cabral têm revelado uma faceta despótica do governador e,
aparentemente, servido como licença para a Polícia Militar expandir para
os bairros mais ricos da capital fluminense o autoritarismo que emprega
nas favelas.
Após o quebra-quebra da semana passada no Leblon, o metro quadrado
mais caro do Brasil, Cabral diagnosticou o problema do vandalismo no Rio
de Janeiro como fazem os ditadores árabes – colocando a culpa em
“organizações internacionais”. Como ocorre no Oriente Médio, atribuir a
violência ao estrangeiro não é um simples erro de diagnóstico. É um
artifício para isentar seu próprio governo de qualquer responsabilidade
pelo que está ocorrendo.
No mesmo discurso, feito na sexta-feira passada, Cabral prometeu uma
“resposta à sociedade”. A resposta viria por meio da Comissão Especial
de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas. A
chamada CEIV foi criada em 19 de julho, por meio do decreto 44.302,
publicado no Diário Oficial do Estado na segunda-feira 22. O texto que cria a comissão (confira a íntegra do decreto, em PDF) tem contornos autoritários alarmantes.
No artigo 3º, Cabral determina que todas “solicitações e
determinações da CEIV” têm “prioridade absoluta” sobre qualquer outro
pedido encaminhado a órgãos públicos e privados. Em parágrafo único,
Cabral obriga empresas de telefonia e provedores de internet a atender
os pedidos da CEIV em um “prazo máximo de 24 horas”. Não fica claro se
questões como a segurança do papa Francisco ou um problema em um
hospital, por exemplo, serão deixados de lado em detrimento do combate
ao vandalismo, ou se as empresas de telefonia/internet têm direito de
recorrer das determinações da CEIV.
Mais preocupante é o artigo 2º da criação da comissão. Segundo o
decreto, a CEIV pode “tomar todas as providências necessárias à
realização da investigação da prática de atos de vandalismo, podendo
requisitar informações, realizar diligências e praticar quaisquer atos
necessários à instrução de procedimentos criminais com a finalidade de
punição de atos ilícitos praticados no âmbito de manifestações
públicas”. Este texto, como lembrou Bernardo Santoro no blog Instituto Liberal,
abre margem para qualquer coisa, por não esclarecer quais são “todas as
providências necessárias”. Pode a CEIV decretar prisões, fazer grampos
ilegais e torturar os suspeitos, por exemplo?
Na melhor das hipóteses, o texto é um desastre provocado pela pressa e
pela falta de conhecimento de quem o escreveu. Na pior, é reflexo de um
clima, insuflado pelo governo do Rio, de “vale tudo contra o
vandalismo”.
Reflexos deste clima têm sido observados. Na sexta-feira, o jornal O Globo
publicou uma entrevista com o sociólogo Paulo Baía, na qual ele
comentou o quebra-quebra no Leblon. “A polícia viu o crime acontecendo e
não agiu. O recado da polícia foi o seguinte: agora eu vou dar porrada
em todo mundo”, disse Baía. Na própria sexta-feira, o sociólogo sofreu um sequestro relâmpago no
Aterro do Flamengo. “No carro, me deram o recado e não falaram mais
nada. Disseram para eu não dar mais nenhuma entrevista como a de hoje no
Globo e para que eu não falasse mais nada da PM, porque, se eu falasse,
seria a última entrevista que eu daria na vida”, disse Baía.
Na noite de segunda-feira 22, nos protestos após o início da visita
do papa Francisco, a arbitrariedade foi vista novamente. Yasuyoshi
Chiba, fotógrafo japonês da agência de notícias AFP, foi agredido
por policial enquanto fazia imagens do protesto. Dois integrantes do
grupo Mídia Ninja, que ficou famoso em junho por fazer coberturas ao
vivo das manifestações, foram detidos. Por meio de seu perfil oficial no
Twitter, a PM do Rio afirmou que “foram presos por incitar a violência dois manifestantes que transmitiam ao vivo as manifestações”. Em depoimento publicado no Facebook, um deles, Filipe Peçanha, disse ter sido agredido
e detido simplesmente por fazer seu trabalho. Os dois foram soltos logo
em seguida, graças à rápida ação de integrantes da OAB-RJ, que estavam
nas manifestações justamente para conter a arbitrariedade da PM.
Também por meio de sua conta no Twitter, cujo tom se assemelha ao de uma pessoa raivosa, a PM acusou a OAB-RJ
de “prejudicar” seu trabalho nas manifestações. É tragicômico que uma
instituição de segurança pública enxergue o trabalho de advogados como
prejudicial, mas não é estranho em se tratando da PM. Duas horas depois
de criticar a OAB, a PM-RJ, também pelo Twitter, afirmou que “democracia
e liberdade de expressão não estão no lado de quem tenta crackear ou
posta dados pessoais de agentes da Lei”. Ocorre que, ao contrário do que
diz a PM,
até mesmo quem viola a lei tem certas proteções garantidas numa
democracia. Este é justamente um dos fatores que diferencia a democracia
do autoritarismo.
Imagens e relatos de segunda-feira dão conta de que alguns poucos
manifestantes, com pedras e bombas incendiárias, deram início à
violência. É difícil verificar tal acusação, mas não seria exatamente
uma novidade, pois episódios semelhantes ocorreram com certa frequência
não apenas no Rio de Janeiro, mas em outras cidades brasileiras nas
manifestações de junho. O que a Polícia Militar não consegue entender,
no entanto, é que dela se espera uma ação com parcimônia, ainda que seja
extremamente difícil identificar elementos criminosos dentro de uma
multidão. Culpar por associação deveria ser a última alternativa adotada
por uma instituição repleta de trabalhadores honestos que convivem
diariamente com criminosos, responsáveis por delitos muito mais graves
que vandalismo, como assassinatos (desde os “ocorridos em combate”, como
na Favela da Maré, até o da juíza Patrícia Acioli).
Como se sabe, autoritarismo e arbitrariedade não são características
exclusivas da PM do Rio de Janeiro. São a praxe de uma instituição
arcaica, responsável por atrocidades Brasil afora e que só continua
existindo por conta de uma combinação nefasta entre a covardia dos
governantes e o apoio de parte da população que não é afetada pela
violência policial. A novidade no caso do Rio de Janeiro é que, por meio
da CEIV, Cabral decidiu institucionalizar a arbitrariedade da PM como
prática de segurança pública.
Decreto de Cabral exige dados telefônicos e de internet dos suspeitos de vandalismo
Um decreto assinado
pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para investigar atos de
vandalismo quer exigir que as empresas de telefonia e internet entreguem
informações de usuários.
Diz trecho do decreto publicado ontem no Diário Oficial do Estado: "As
empresas operadoras de Telefonia e Provedores de internet terão prazo
máximo de 24 horas para atendimento dos pedidos de informações da CEIV".
CEIV é a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em
Manifestações Públicas, criada por Cabral após a onda de protestos nas
ruas do Rio. O governador tem sido o principal alvo dos manifestantes,
que, nos últimos dias, organizaram protestos em frente à sua casa e na
sede do governo, no Rio. Ontem, no primeiro dia de visita do papa
Francisco à cidade, houve confronto de manifestantes com a polícia.
A comissão criada pelo governador é formada por representantes do
Ministério Público estadual, da Secretaria de Segurança e das polícias
civil e militar.
Na avaliação de especialistas da área jurídica, o trecho que trata dos
dados telefônicos e de internet é inconstitucional. "Em estados
democráticos de direito, a privacidade é uma garantia fundamental
inalienável da sociedade. No Brasil, é a própria Constituição que
assegura o sigilo das comunicações, que só pode ser vulnerado pelo juiz
competente no bojo de processo criminal", disse Bruno Dantas,
conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). "Por isso, considero o
parágrafo único do artigo 3° do Decreto do Governo do RJ
escandalosamente inconstitucional", afirmou.
Para o advogado Técio Lins e Silva, que tem escritório no Rio, o decreto
é um "abuso de poder". "É um delírio, abuso de autoridade. Eu recebi
achando que era uma piada de internet. Isso é um escândalo. Quem edita
um decreto desse está brincando com o Estado democrático", disse.
O decreto diz ainda que todas as solicitações feitas pela comissão aos
órgãos públicos e privados do Rio "terão prioridade absoluta em relação a
quaisquer outras atividades da sua competência ou atribuição".
O texto afirma ainda que a comissão poderá "tomar todas as providências
necessárias à realização da investigação da prática de atos de
vandalismo, podendo requisitar informações, realizar diligências e
praticar quaisquer atos necessários à instrução de procedimentos
criminais com a finalidade de punição de atos ilícitos praticados no
âmbito de manifestações públicas".
Segundo o decreto, o secretário chefe da Casa Civil vai acompanhar os
trabalhos da comissão, "podendo solicitar informações necessárias para a
tomada de decisões por parte do governador do Estado".
A história de Bruno e sua prisão ilegal
Bruno, sob custódia da polícia desde o início da confusão na Rua Pinheiro Machado, foi preso sob a acusação de ter sido quem tacou o primeiro molotov, além de portar explosivos em uma mochila, sendo tratado como o troféu da repressão e exibido para a imprensa de forma humilhante.
Ele é um rapaz de cabelo raspado, casaco cinza, jeans e óculos de proteção, visto nessa foto com a mão para o alto antes de a confusão começar (e sem mochila).
Um guia para assistir:
1 - Em 3:46 é possível vê-lo caminhando sem mochila dentro do posto Esso,
logo depois de a polícia ter dispersado os manifestantes.
2- A partir de 4:30 vê-se o Choque avançando sobre os manifestantes e, por volta de 4:55, Bruno correndo. Segundos depois, ele é atingido por uma bomba e cai no chão desacordado.
3- Em 5:14, um policial dá choque no corpo dele ainda caído, enquanto outro, sem farda e de camisa branca, tenta segurar o excesso.
4- A partir daí, o corpo de Bruno é arrastado por vários metros, enquanto a imprensa tenta registrar tudo apesar da truculência da polícia.
5- No meio do caminho, Bruno retoma a consciência e os policiais começam a apresentá-lo à mídia com o “carinho” tradicionalmente reservado aos presos cariocas. Implicam especialmente com o fato de ele vestir um “colete” metálico tosco para se proteger.
6- Em 9:10, um policial se gaba do flagrante inventado.
Bruno o desmente e diz que estava no posto, que é inocente, sendo então
agredido e tripudiado pelos outros policiais.
7- Em 10:23, os policiais assumem que o "flagra" foi obra do P2, policial sem farda visto no início do vídeo.
Se resta alguma dúvida sobre Bruno, nesse vídeo é possível ver os
molotovs sendo jogados. Quem acendeu o primeiro estava próximo à grade e
a um escudo branco. Bruno, como mostra a imagem no início deste post,
estava do outro lado da grade. Há ainda outros registros.
Bruno não será liberado sob fiança e não há previsão de quando deixará a prisão. Para a imprensa, ele provavelmente será estatística, mais uma vândalo preso “de acordo com a Polícia Militar”. Para o grande público, mais um baderneiro criminoso. Para quem teve acesso à informação alternativa, mais um inocente criminalizado.
Texto de EDUARDO COSTA
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