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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Moradores da Região Serrana protestam no Palácio Guanabara


Manifestantes cobram indenizações às vítimas das chuvas de 2011.Eles alegam que as casas prometidas pelo governo não foram construídas.
Moradores da Região Serrana do Rio de Janeiro se reuniram, na tarde desta terça-feira (6), em frente ao Palácio Guanabara, na Zona Sul da cidade, para tentar falar com o governador Sérgio Cabral e protestar pela demora no pagamento das indenizações às vítimas das fortes chuvas, de 2011, que perderam suas casas nos deslizamentos de terra.

O presidente da associação do Vale do Cuiabá, em Petrópolis, José Quintela, diz que a proximidade do verão faz com quem os moradores queiram agilizar esse processo com medo de novas temporais.

“Nenhuma das indenizações das casas que foram perdidas com as chuvas foram pagas. Apenas 10% das negociações que foram feitas. As casas não começaram nem a sair da planta. O sistema de alerta de chuva não foi instalado no Vale do Cuiabá. Nossa preocupação é ainda estar morando numa região que foi alagada”, disse Quintela.

A dona de casa Custódia Dias, moradora de Petrópolis, afirma que perdeu duas casas na enchente e continua atrás de seus direitos.

“Eu recebi a primeira casa e minha segunda casa ficou 70% intacta, mas a prefeitura demoliu sem o meu consentimento. Estou aguardando também a indenização por esta casa demolida sem autorização”, afirmou a moradora.
Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do governador Sérgio Cabral informou que não vai se manifestar sobre o protesto e acrescentou que não sabe se algum representante do Governo do Estado receberá os líderes da manifestação.
Vítimas cobram construção de casas
Morador de Teresópolis, Rogério dos Santos veio ao Rio de Janeiro para fortalecer o movimento.
“As pessoas ainda estão recebendo aluguel social. A pessoa quer sua própria casa, não quer receber aluguel social a vida toda. O aluguel social é renovado a cada ano, mas eles soltam notícias de que, dentro de um mês, 470 casas serão construídas, mas é mentira. Eles prometem, mas até agora nada. O terreno está lá, mas pode ir lá hoje que não tem nenhuma máquina lá”, afirma.
Em janeiro de 2011, a chuva que devastou municípios da Região Serrana deixou mais de 900 mortos.

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