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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ônibus é incendiado na Rua Barão de Itapagipe na Tijuca


Segundo testemunhas, alguns homens pararam o coletivo, atiraram para o alto e incendiaram o veículo.
O ataque ao ônibus seria uma reação à operação realizada por policiais do 6º BPM no Morro do Chacrinha, durante a manhã, na qual duas pessoas foram mortas.

4 comentários:

  1. Apontadas pelo governo estadual como a solução para a crise dos hospitais públicos do Rio de Janeiro, algumas Unidades de Pronto Atendimento 24h (UPAs) não garantem assistência médica em todas as especialidades anunciadas no site da Secretaria Estadual de Saúde. É o caso do tratamento ortopédico, por exemplo. Onde não faltam médicos, a espera por um atendimento pode chegar a cinco horas. No bairro de Campo Grande (Zona Oeste), existem duas UPAs e em nenhuma delas havia pediatra ontem. Quem chegou com criança foi encaminhado para o Hospital Estadual Rocha Faria, no mesmo bairro.

    – Há dois meses, eu procurei atendimento para o meu filho, que agora está com nove meses, na UPA da Avenida Cesário de Melo (Campo Grande). Ele estava com febre alta, e não havia pediatra – conta a diarista Janaína de Almeida, 32, mostrando que o problema não é recente. – Depois, quem precisou de médico fui eu e mais uma vez saí de lá sem ser atendida. Sou hipertensa e fui encaminhada para a Casa de Saúde República da Croácia, em Sepetiba, conveniada com o SUS. Lá, fiz um exame de sangue, mas o resultado demorou mais de 30 dias para sair. Fui obrigada a pagar um plano de saúde. Um absurdo.

    Outras mães viveram o mesmo drama ontem em Campo Grande. Na UPA da Estrada do Mendanha, a vendedora Alexandra do Nascimento, 33, buscava atendimento para o seu filho menor, Pablo, 5, ferido no rosto numa brincadeira com o irmão.

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  2. – A atendente me falou que nenhuma UPA oferece o serviço de pediatria hoje. Agora a gente vai ter que planejar quando as crianças vão se machucar? Sempre falam das UPAs. Eu vejo propagandas e muita divulgação, mas quando eu preciso nunca sou atendida – reclama Alexandra.

    Caos na Penha

    Mas o pior quadro encontrado pela reportagem foi na UPA de Irajá (Zona Norte), onde também não havia pediatra. O clima era de nervosismo e pacientes acusavam médicos até de dormir durante os plantões. Um funcionário informou que apenas dois clínicos gerais estavam atendendo ontem.

    – A sensação é de que se trata de uma obra de fachada. Um grande cenário para todo mundo ver, mas que, na verdade, é oco. Pela primeira vez, precisei de uma UPA, para atender o meu pai. Antes, liguei para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas pediram para eu me dirigir a uma UPA e pedir ajuda a um vizinho se não tivesse carro – afirmou, em tom de revolta, Sandra Batista, 49.

    A UPA da Penha (Zona Norte) foi a única das quatro visitadas em que havia pediatra. As filas eram imensas e muitas pessoas se aglomeravam do lado de fora. Algumas mães já chegavam estressadas de outras unidades.

    Às 12h15, a família de Iago Henrique, 12, que esperava desde as 9h, foi informada pelo bombeiro que fazia a triagem de que a espera poderia chegar a cinco horas. O menino se queixava de dor de cabeça.

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  3. – Hoje está bem demorado. Infelizmente, ficamos sem saber o que fazer. Dependemos do serviço público. Vamos continuar esperando – lamentou a mãe do menino, Luciene dos Santos, 33.

    Site anuncia ortopedista, mas quem procura não encontra

    Não espere um atendimento nas 22 UPAs do estado do Rio de Janeiro caso você precise de ortopedista. Apesar de o site da Secretaria Estadual de Saúde informar que as unidades prestam o serviço, isso não acontece mais por falta de especialistas.

    A procura pela população ainda é grande, mas todos os casos são encaminhados a hospitais públicos próximos. Enquanto a assessoria de imprensa da secretaria reconhece que a página na internet está desatualizada, o cidadão que busca o atendimento se decepciona.

    Em Irajá, Ana Paula Viana, 36, procurava um ortopedista para a filha Ludmilla Viana, 7, que caiu sobre o braço numa brincadeira na Escola Municipal Marcílio Dias.

    – Até onde eu sabia, a UPA prestava atendimento ortopédico. Não entendi nada quando a menina da recepção falou que só estavam com clínicos prestando atendimento e que não havia mais o serviço. Assim fica difícil. Agora vou ter que sair daqui e ir até o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, para conseguir atendimento para a minha filha - reclamou.

    Já com relação ao número reduzido de pediatras, a secretaria de Saúde admitiu a existência do problema.

    – Estamos tentando contratar mais pediatras, mas temos encontrado dificuldades para preencher as vagas. Nossas unidades estão atendendo uma média de 400 pacientes por dia. A maioria precisa de atendimento ambulatorial, serviço prestado pelos postos de saúde – afirmou o diretor das Unidades de Pronto Atendimento, Ricardo Bruno.

    Sem prazo

    A secretaria não estabeleceu um prazo para preencher as vagas e informou que o serviço de ortopedia não é oferecido nas UPAs desde o início do ano, sem esclarecer o motivo da interrupção. Entre os médicos, a versão é de que profissionais acham o salário baixo demais.

    “Casos ortopédicos mais simples, como dor lombar, por exemplo, são atendidos pelo clínico geral. Casos mais graves, como fraturas, são encaminhados para os hospitais”, informou a assessoria de imprensa, através de nota oficial.

    Menina excepcional espera três horas na fila

    Na UPA de Irajá, pacientes acusam os funcionários de não respeitarem a ordem de chegada. Portadora de necessidades especiais, Carla Duarte da Costa, 14, passou três horas à espera de uma consulta. O primo da menina, Marlon Pessoa, afirmou que, enquanto aguardavam, viu uma paciente que chegou depois passar à frente:

    – Enquanto ela está aqui, esperando todo esse tempo, nós vimos uma menina toda bonita entrando pelo portão que recebe os pacientes trazidos pelas ambulâncias. Foi atendida na frente da Carla, e ninguém nos deu satisfação.

    Os familiares de Carla, que tem distúrbio cerebral, disseram que em consequência de uma forte tosse, ela não estava conseguindo se alimentar. Apesar de apreensivos com a saúde da jovem, eles contaram que teriam de esperar pelo atendimento, pois não tinham condições de pagar uma consulta particular ou manter a mensalidade de um plano de saúde privado.

    – Ela está com muita tosse, não consegue se alimentar, dormiu muito mal e precisa fazer exames. O problema é que tudo aqui na UPA é muito demorado. Um exame de sangue leva mais de duas horas para ficar pronto – reclama a tia de Carla, Daiane Pessoa, 34.

    Na mesma unidade, outros pacientes reforçaram o coro dos que denunciavam o mau atendimento. A principal crítica era à falta de médicos. Segundo relatos, nem uma simples sutura (dar pontos em ferimentos) estava sendo realizada ontem, por falta de profissionais.

    Depois de três horas de espera, Carla foi examinada.

    – Tudo que a gente espera é ser atendido com dignidade e respeito. Passar por situações como esta é muito ruim. Os médicos atendem como se estivesse fazendo um favor para nós, mas, na verdade, pagamos por isso – concluiu o primo da menina.

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  4. JACQUELINE OLIVEIRA1 de julho de 2010 12:08

    estive na UPA da PENHA e foi mau atendida,so porque o maqueiro disse que meu filho de 11 anos estava fazendo charme para nao andar, ele tinha tido 2 crises convulsivas e estava com febre de 38 e meio, ele acho que tinha força para caminhar e mole, nao era a vaca da mae dele, ainda ficou rindo ,e a gente tem que pagar o salario destes idiotas

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